Nova Santa Rosa comemora 44 anos de emancipação político-administrativa nesta quarta-feira (29)

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O município de Nova Santa Rosa, a Joia do Oeste, está completando 44 anos de emancipação político-administrativa nesta quarta-feira, dia 29 de abril de 2020. Neste ano a administração municipal não realizou as festividades que estavam programadas para a data, devido a pandemia mundial do Covid-19. Sendo assim, deixamos os parabéns a todos os nova-santa-rosenses que com trabalho e dedicação constroem um município melhor, dia após dia. Nova Santa Rosa nos orgulha por ser um lugar reconhecidamente acolhedor, aconchegante e de gente de bem. Muitos aqui nasceram, outros chegaram e permaneceram, mas o que faz deste lugar melhor é o esforço de todos nós, gestão administrativa e munícipes, que se preocupam e trabalham por amor a esta terra. Sentimos uma felicidade imensa em saber que juntos construímos uma cidade cada vez melhor para viver. Obrigada e parabéns a todos pelos 44 anos de emancipação político-administrativa.

HISTÓRIA DE NOVA SANTA ROSA
Em 1946, a Industrial Madeireira Colonizadora Rio Paraná S/A, Maripá, adquiriu da companhia imobiliária inglesa, denominada Companhia de Madeiras del Alto Paraná, a Fazenda Britânia. Localizada às margens do Rio Paraná seria fundada uma cidade com o nome de Toledo. A área da fazenda era de 100 mil alqueires paulistas e foi efetivada, na ocasião, por 15 mil contos de reis. O grupo destes bravos gaúchos era composto por homens, hoje bastante conhecidos por todo o Oeste do Paraná.
A compra da Fazenda Britânia, pelo ‘grupo de gaúchos’, ocorreu por volta de janeiro de 1946. A partir dessa data começaram os trabalhos que determinaram a colonização da nova área, até então explorada pelos ingleses.
Em 1949, Willy Barth, grande conhecedor em colonização, em substituição a Alfredo Ruaro, assumiu as funções de diretor da ‘Maripá’ e a firma tomou grande impulso. Willy Barth contratou o conhecido engenheiro e agrimensor Gustavo Isernhagen, para fazer o levantamento das vilas, as medições de lotes e chácaras. Daí a verdadeira invasão de gaúchos à procura de terras.
A colonização de Nova Santa Rosa iniciou em 13 de janeiro de 1953, sendo os primeiros colonos originários do Município de Santa Rosa, Rio Grande do Sul. A maioria dos colonizadores era de origem germânica, descendentes de imigrantes teuto-germânicos e italianos. Em sua narrativa, um pouco antes de seu falecimento, o colonizador Reimpoldo Schweig descreveu que no dia 13 de janeiro de 1953 utilizando galhos e lona improvisou uma barraca para dormir em meio a mata. Conforme a sua descrição, o local onde ele passou a noite seria hoje nas proximidades da Linha Pietrowski.
Contudo, a data de fundação da colonização do município é marcada pelo dia 19 de setembro de 1954. A maioria dos migrantes era de Santa Rosa, Rio Grande do Sul, de origem germânica. Sendo eles:
-Alberto/Edvino Herzog
-Alfredo Hartwig (1º Comércio)
-Armando Schwinger
-Arnholdo Schütz
-Arno/Marno e Oscar Mittanck
-Arnold Röpke (1ª Carpintaria)
-Asilda Doege Röpke (1ª Professora)
-August Bredlau
-Daniel Oswald
-Erwin Eitel (1ª Ferraria)
-Ewald Dumck
-Fernando Triebes
-Guido Schneider (1º Inspetor)
-Gustavo Fischer
-Henrich Petrowski (Pai de Ivone – 1ª criança nascida em Nova Santa Rosa)
-Jacob Engel
-Leon Kleis
-Leopoldo Friedrich
-Oscar Fruhauf
-Otto Schmidt
-Paulo Weiss (1ª Funilaria)
-Reimpoldo Schweig (1º Sub-Prefeito e Juiz de Paz)
-Reinhold Sommerfeld
-Roberto Waldow (1ª Serraria)
-Theofil Libert (1º Moinho)
-Walter Loffi
Atraídos pela propaganda de terra produtiva muitos colonos deixaram suas cidades gaúchas e catarinenses, em direção ao Oeste do Paraná. Grande parte das famílias eram de Santa Rosa, no Rio Grande do Sul e foi em homenagem a esses pioneiros que o nosso município recebeu o nome de Nova Santa Rosa. Também em homenagem às suas origens, os pioneiros batizaram as principais ruas de Nova Santa Rosa com os nomes dos distritos do município gaúcho de Santa Rosa (Boa Vista, Santo Cristo, Horizontina, Três de Maio, Tucunduva, Tuparandi, Campinas, Cruzeiro, Ubiretama, Porto Lucena, Porto Mauá. Além das ruas Toledo, Maripá e Palotina).
Para chegar até aqui as pessoas levavam dias passando por estradas cheias de buracos e atoleiros. Quando anoitecia, as famílias descansavam no meio da mata. Na bagagem traziam enxadas, facões, correntes e os animais domésticos como vaca, galinha e porco. Algumas vezes, os homens vinham primeiro, para conhecer o lugar e depois mandavam cartas com os viajantes pedindo para que as mulheres viessem junto com a mudança de algum vizinho.
Entrar nas matas das terras vendidas pela Colonizadora Maripá não era fácil. Apesar do medo e das mudanças os colonizadores foram em frente.
Contam os remanescentes das famílias que nessa região existiam muitos animais selvagens como cobras, onças, antas e capivaras. Naquele tempo a caça era uma diversão, principalmente para os homens. Além de ser uma atividade de lazer, servia para reforçar o cardápio da família.
Os primeiros moradores recebiam muito bem as pessoas que com o tempo chegavam. As famílias eram unidas e, apesar de não pertencerem a mesma religião, se reuniam nas casas para cantar e louvar ao Senhor. Com a ajuda da Companhia Maripá os pioneiros iniciaram a construção das Igrejas Batista e Evangélica.
No decorrer do desenvolvimento do município se reconheceu a importância de abrir uma escola. Os recursos daquela época eram poucos. O que havia era lousa, giz, alunos com vontade de aprender e professores com amor pela arte de ensinar.
Em 1954, o senhor Erno Wendpap, reconhecido como primeiro professor, passou a instruir as crianças da comunidade na Escola Municipal de Nova Santa Rosa. Depois, trazida pela família Hartwig, a senhora Asilda Röpke continuou os trabalhos na área da educação.
Falar da colonização dos pioneiros é falar de trabalho. A vontade de organização da comunidade era grande. Todos se preocupavam com o futuro dos filhos e a prosperidade do lugar.
Com o passar do tempo, os agricultores iniciaram o cultivo da terra. Roçadas, desmatamentos e queimadas. Na terra vermelha se plantou feijão preto, mandioca, milho, trigo e até arroz. Alguns criavam porcos, vacas e galinhas.
Mais tarde, foram plantadas as primeiras mudas de café, porém a safra foi frustrada. O café não se desenvolveu como em outras regiões do Brasil.
A partir da década de 70, a soja foi o produto que gerou os resultados mais positivos na agricultura de Nova Santa Rosa. Hoje, é impossível separar o desenvolvimento da indústria e do comércio do desenvolvimento agropecuário.

Com informação,
Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Nova Santa Rosa.

Emanuela Schaedler Schnekemberg
Assessora de Comunicação – Portaria 345/2017.
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